domingo, 26 de dezembro de 2010

Quem pintou?

(foto Ana Lucia Franco)


Cores da tarde,
quem as pintou?
Uma andorinha
um avião ou
Deus do céu...

Que bonito ficou o
horizonte cheio
de beleza
....

Céu, mais parece tela
lambuzada de aquarela
e bonito ficou.

Quem pintou?

Tão bom de ver tanta
tanta magia acontecer
no telhado do nosso
ninho o planeta terra.

Presente de Deus
Jeová ou Zeus o
céu todo de beleza
e cor.

sábado, 18 de dezembro de 2010

O que viemos fazer?


Uns nasceram para receber

outros nasceram para doar.


Uns nasceram para ter

outros para dar.


Uns nasceram para reter

outros para compartilhar.


Uns vieram para crescer

outros para estagnar.


Uns para amanhecer,

outros para anoitecer.


Uns para compreender

outros para criticar.


Uns vieram para renascer

outros para semente ficar.


Uns vieram para viver

outros para tentar.


Entre uns e outros

eu e você

podemos escolher

o que viemos fazer.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quadrinhas para Beatriz




Beatriz cachinhos dourados

parece mais fada encantada

saída de bosque perfumado

com peixes e flores aladas.


Mas, agora nos meus braços,

ela não sabe de onde veio

e nos cachos dela pus laço

com uma joaninha no meio.


Beatriz tem os olhos vivos

e ri à toa para todo mundo

gosta de morder os livros

gosta de olhar bem fundo.


Eita menina linda sapeca

sobe brinca pula e desce

com suas várias bonecas

só para quando adormece.


domingo, 12 de dezembro de 2010

Aninha e Zequinha

(Zequinha e Aninha)



Aninha dava aquele salto

pulava três casas

e ia para o céu


com uma mão tocava as nuvens

com a outra pegava no chão

a pedrinha branca de giz

e ia ligeiro para a primeira casa:

o começo do jogo de amarelinha.



..........



Zequinha, hoje, é engenheiro

homem sério e trabalhador,

mas já foi menino arteiro

que de arte sabia toda cor.


Sumia de bicicleta até o fim

da asa sul,

pulava, corria, brincava,

sob o céu azul.


Era protetor dos bichinhos,

joaninhas, cigarras, gatinhos.

Levava bicho perdido para casa :

cachorros de rua, pombas sem asa.


Mamãe se cansava de tanta arte.


Zequinha era tão, tão esperto.

De tudo queria saber o porquê,

desmontava o atari e o robô,

queria ver por dentro da t.v.


.........................


Porque o céu é azul

porque a grama é verde

porque tem dia e noite

porque porque porque


Porque a gente cresce?



sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Isabelinha e Andréia



Isabelinha


Isabelinha era assim,

nem boa nem ruim

nem planta e nem capim


Isabelinha era calada

ninguém sabia se

alegre, triste ou avoada.


Isabelinha não sorria

ninguém sabia

se morna ou fria.


Isabelinha era a tal,

mas a verdade é

que lhe faltava sal.



Andréia


Andréia usava aparelho no dente

era loira, cabelo comprido

gostava de jogar queimada

gostava de contar vantagem.


Andréia era a mais bonita da sala

a mais rica também

mas matava joaninha

pisoteava passarinho


Para mim, Andréia era muito feia

usava bolsa de couro e

casaco de pele de baleia.


Para mim, Andréia era

uma pequena assassina

dessas de olhar manso

e voz bem fina.






arco íris urbano


Arco íris urbano


Um momento dela,

tão dela,

o encanto diante do

arco íris


vinha do horizonte

até a janela


procurava o pote de ouro

no finzinho da linha

amarela


onde só havia o gatinho

que dormia diante do

céu tingido de aquarela.


...................




Bãbalalão


Bãbalalão senhor capitão,

na roseira do quintal

tem rosa cor de rosa.


Aninha acorda cedinho

para podar,


a roseira cresce bonita

dá flor quando não é primavera.


Bãbalalão senhor capitão,

de que serve a primavera

se o roseiral do quintal

dá rosa até quando faz frio?


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Aninha e as formigas


As formiguinhas todas em fila

passeiam pelo barro vermelho.

Num monte de grama uma ilha

nas asas da abelha um espelho.


Saúvas grandonas e pequeninas

Tão organizadas trabalhadeiras

Deslizam na grama verde e fina

num dia azul claro, quarta-feira.


Aninha queria saber o que há

na casa de barro das formigas,

imaginava então como era lá,


e assim se fazia de formiguinha

e descobria: eram todas amigas,

no barro brincavam de casinha!


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

No Jardim


Abelha sabida

Na margarida mais bela

pousou a abelha sabida

que também era amarela


Tão encantada com a flor

polinizou tanto a danada

Ah, tonta, tonta de amor


A natureza se faz assim

toda cheinha de beleza

da sibipiruna ao capim


Tudo cresce e tudo vive

ao sol dourado que nasce

e inspira um poema livre.




No Jardim


No jardim,

olhos de Aninha

atentos ao impossível:

uma pequena abelhinha

polinizando flor incrível

de tão, tão pequenininha.

(o jardim era mais

interessante que o

Barney e o Fred na

televisão)


Não havia quem

levasse Aninha

embora

daquele pedacinho

de grama onde ela

perdia a hora.


Tempos modernos


Maçã, uva, salada mista

ciranda cirandinha

atirei o pau no gato tô tô

pena que a criançada de hoje

não sai da frente do computador.


(poemas de 2008)