quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Na fazendinha


Na fazendinha

perdida no tempo

a brisa é calma

é bom o vento.


Ali, tudo é fresquinho:

o leite, o queijo, as

frutas do pomar.


Para o alimento,

não precisa ir ao

mercado buscar.


Tudo vem direto

da natureza com

mais vida e beleza

para nos alimentar.



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O carneirinho


Ei, moça

sou só um

carneirinho

não quero

aparecer em

foto

nem virar

poeminha.


Sou só um

bichinho

não quero

ser visto

mas ficar

no meu canto

quietinho.


Que sou um

carneirinho.


Não há pastor

no meu rebanho,

meu pêlo

não vai virar lã.


Sou só um

carneirinho

e quero ficar

quietinho.


domingo, 2 de janeiro de 2011

É pato..


Lá vem o pato
Pata aqui, pata acolá
La vem o pato
Para ver o que é que há

O pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo

Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela

Vinícius de Moraes

Pato de verdade..

Olha, lá! É pato de verdade..


Bem pertinho assim,

bem bonito sim.


Com cara de pato

e pena de pato

não fazem quá, quá, quá..

fazem qué, qué, qué,

bem baixinho,

para não acordar

o bezerro vizinho.


O pato da realidade

nem parece com o do

desenho animado.


O pato de verdade

é alegre, altivo

e muito emplumado.


Tem o de pena branquinha,

branquinha.


E também o malhadinho.


Todos com pé de pato

cor de laranjinha,

passam o dia

ao relento

pateando, pateando

um bocado.


No vento..


O vento trouxe

uma trouxinha

de palavras.


Aninha pega e espalha

no chão do papel,

palavrinha por palavrinha,

para contar do azul do céu

e também da andorinha

que voa ao léu.


Ela escolhe na trouxinha

uma palavra e outra

e mais outra e outra

e faz um versinho,

depois põe a trouxa

de volta no vento

e as palavras se vão


fica então o momento

feito das palavras

escolhidas,

as outras se vão.


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