segunda-feira, 12 de março de 2012

O beija-flor destrambelhado

Beija-flor destrambelhado
Rodopia perdido no vento
De flor em flor, quer beijar
Todas e não beija ninguém.

Que graça tem, rodopiar
E rodopiar, e nunca o
Amor conhecer.

Beija-flor destrambelhado
Não ama ninguém e por
Ninguém é amado.

Voa voa na superfície, sem
Qualquer profundeza,
Beija-flor destrambelhado
De tão falsa beleza.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Feminino Plural


A todas as Marias,
Lúcias, Cecílias,
Graças, Celestes.


Sempre e não só neste
dia.

A todas as fadas, bruxas,
ninfas, sereias, abelhas

deusas, plebeias, ateias,
beatas.

A este planeta, que é feminino,
a você que saiu de alguma fresta
para esta festa femininoplural

desejo 

felicidade e amor..


quarta-feira, 7 de março de 2012

Matiz


(Ao Theodoro, o menino transparente)

Há um arco íris
que se expande 
no tempo

irisa o espaço

pousa no leito
do rio que tange 
a estrada que
nos inscreve e
que inscrevemos. 





terça-feira, 6 de março de 2012

Momento..


Buquê de silêncios,
decorado de entrelinhas,

sem nenhum ponto final.

Síntese..


céuazulzinho, ai quanto céu,
barro vermelho, véu, onde
se imprime uma trilha,

seguir aqui, com céu lá,
entre ontem e amanhã:

síntese.  

sábado, 3 de março de 2012



Poema especial do Mário Quintana aos amigos que visitam o blog. Beijo, ótimo final de semana..



Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...



Mário Quintana

sexta-feira, 2 de março de 2012

Aprendizados


Um dia aprendemos a
achar as pulgas e os
papagaios muito
engraçados

e que há em nós o que é
inalienável e não podemos
negociar, nem para vivermos
o que nos dizem ser o amor.

Aprendemos sobre responsabilidade,
percepção e que o mundo real,
pleno em contradições a serem
superadas, é bem melhor que o
virtual ou o ideal. 

Arriscamos ser felizes
e olhar o mundo além
da janela, mais vezes que
a tela do computador. 

Um dia aprendemos a separar
o joio do trigo e a investir no
dharma e não no karma, o
que os caminhos do amor
real certamente nos propiciará.

Aprendemos a ser inteiros,
nós mesmos: esse enigma
que certamente amamos. 

Aprendemos que a realidade pode ser
surpreendente e não podemos controlar
tudo,

e que a felicidade, o encanto e a poesia
teçam os fios de nossos dias.

Estômago de avestruz

Brubru, parecia,  tinha estômago de                      avestruz engolia tanto sapo carregava tanta cruz não tinha culto aos A...