segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tarde carioca..


Intenso barulho da cidade

e é o mar quebrando
nas pedras do arpoador
a melodia que se impõe:

carícia
       de tarde 
             carioca.

Ana Lúcia Franco, 2013

Rio de Janeiro..


Rio, cidade maravilhosa,
quero-te tanto bem..

aterro do flamengo,
urca, barra, recreio..

...............

brinquei tanto ali
nas pedras do
       arpoador:

era pirata, era sereia,
era eu mesma dentro
de um sonho...

que ainda sonho..

Ana Lúcia Franco, 2013

Brubru, a indecisa..


Brubru não sabe
se vai de saia preta
ou se pula uma espoleta

Se come manga rosa
ou se fica toda prosa

Se vai pela direita
ou se fica onde está

Se escreve um livro ou
se arruma o jantar

Se rodopia na dança ou
se ainda tem esperança

de fazer alguma coisa
por seu próprio bem. 


Ana Lúcia Franco, 2013

Ei, tempo..


ei tempo, menino,
passe mais devagar!

para melhor nos entretermos
com formigas, nuvens e luar

e com todas as maravilhas
desimportantes deste lugar.

Ana Lúcia Franco, 2013

O carrapato alegre


Era para ser um carrapato
                               alegre

mas carrapato nenhum é alegre
não há alegria
       quando se é um carrapato.

Deus nos livre sobretudo
    de carrapatos
     que vivem grudados
                   nos outros.

Ana Lúcia Franco, 2013

Brubru, a bruxa..


Brubru nada nada
e morre na praia
fala fala e nada
         acontece
anda anda e não
       sai do lugar

diz que sabe tudo
e se acha

acha acha

ainda que a vida lhe
mostre: não é 
    bem assim.

Ana Lúcia Franco, 2012

A menina enluarada, III


Desenhou, nas águas
do rio, reflexos de lua

as águas da noite -
enfeitadas de prata -
reluziram, mesmo
sem ser lua cheia.

Ana Lúcia Franco, 2013
….......

Estômago de avestruz

Brubru, parecia,  tinha estômago de                      avestruz engolia tanto sapo carregava tanta cruz não tinha culto aos A...